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20/05/2020 às 13h31 - atualizada em 20/05/2020 às 13h42

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Ascom

Oeiras / PI

Documentar a nossa história por uma ótica de ternura
Para o Dia Mundial das Comunicações Sociais 2020, o Papa Francisco nos convida para “uma narração que saiba olhar o mundo e os acontecimentos com ternura”.
Documentar a nossa história por uma ótica de ternura

 

A Santa Sé divulgou, no último dia 24 de janeiro, a Mensagem do Papa Francisco para o 54º Dia Mundial das Comunicações Sociais, neste ano de 2020 a ser celebrado no próximo dia 24 de Maio, na solenidade litúrgica da Ascensão do Senhor.

 

Com o tema: “Para que possas contar e fixar na memória” (Ex 10, 2) passagem tirada do livro do Êxodo. Considerada leitura bíblica fundamental que nos faz ver Deus a intervir na história do seu povo, serviu ao Papa como inspiração para nos mostrar que todos somos narradores e construtores da história da humanidade, dia após dia. Com isso, o Santo Padre nos convida a olharmos para o nosso cotidiano através dos olhos de Deus, para que, enquanto narradores, possamos tecer e documentar a nossa história por uma ótica de ternura, de redenção, de amor e fraternidade. É um convite que se faz necessário diante da confusão de inúmeras narrativas que nos rodeiam diariamente e que, por seu viés, nos afasta de uma narração humana: “Precisamos de respirar a verdade das histórias boas: histórias que edifiquem, e não as que destruam”. Ou seja, mesmo que a realidade dos fatos, mesmo que as verdadeiras histórias não sejam boas, precisamos contá-las na sua veracidade mas, sobretudo, com um olhar onde possamos identificar sua redenção, os caminhos para a esperança e, assim, tecer juntos novos caminhos para a paz.

 

O Pontífice reitera, ainda, a preocupação com a verdade das histórias, das notícias, da informação. Nos pede que, diante do poder destrutivo das fake News, das informações manipuladas com o intuito de gerar poder e proveito próprio, tenhamos discernimento e prudência em identificar esse conteúdo venoso e que nos dediquemos em construir uma narrativa onde se traga à luz a verdade: “Quando se misturam informações não verificadas, repetem discursos banais e falsamente persuasivos, percutem com proclamações de ódio, está-se, não a tecer a história humana, mas a despojar o homem da sua dignidade”.

 

E como grande ajuda, em nosso dia-a-dia, na construção de histórias, narradas sob a luz da verdade, Francisco nos entrega a Bíblia, o grande livro que nos conta, desde os primórdios, sobre o amor de Deus para com a Sua Criação, para com a humanidade. O Livro Sagrado é o nosso guia onde comprovamos que a bondade de Jesus, os seus bons exemplos foram seguidos ao longo da história e esses bons exemplos frutificaram-se, através dos atos das pessoas.

 

Por fim, o Santo padre nos lembra que, a história de Jesus Cristo, está intimamente ligada à nossa história diária. Nenhuma história é pequena, insignificante. Em cada história, mesmo anônima, existe o Cristo que é amor, que é luz, salvação, esperança. Este Cristo habita em tudo o que somos, fazemos e falamos. Precisamos continuar a expressá-lo incansavelmente através da nossa narrativa e também propagar o seu exemplo através do que emitimos e do que captamos, pois, além de narradores, somos leitores e vivenciadores da história do mundo. Trata-se “de fazer memória daquilo que somos aos olhos de Deus, testemunhar aquilo que o Espírito escreve nos corações, revelar a cada um que a sua história contém maravilhas estupendas”.

 

Na nossa Diocese de Oeiras, com todas as suas paróquias e comunidades, pastorais, movimentos e serviços, o convite é para que, atendendo às provocações do Papa Francisco, sejamos todos articuladores e promotores da verdade, da fé e da vida e não propagadores do que é falso, aterrorizante, danoso, não edificante. Em tempos de crise humanitária e de pandemia, onde há mais números do que essencialmente vidas, nossa diocese assume o compromisso de superar esses tempos sombrios para, lá na frente, contar e fixar na memória o agir de Deus através de cada pessoa comprometida com Cristo caminho, verdade e vida.

 

 

 

                                        Pe. Antônio Roberto Gomes de Lima

Referencial da Pascom diocesana e responsável pela Área Pastoral São Miguel do Fidalgo

 

 Fonte: diocesedeoeiras.org

 

 

 

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