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22/04/2020 às 11h50

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Ascom

Oeiras / PI

Igreja na linha de frente no combate à pandemia em Maharashtra
Todas as 124 paróquias da arquidiocese se organizaram para levar comida para as pessoas em dificuldade em seu território, o que permite que cerca de 7.000 pessoas recebam duas refeições por dia. Além disso, três estruturas católicas na capital acolhem cerca de 200 migrantes.
Igreja na linha de frente no combate à pandemia em Maharashtra

Maharashtra é o Estado indiano mais atingido pelo Covid-19. Até o momento, foram confirmados mais de 4.500 casos, concentrados nas favelas da capital Mumbai (a antiga Bombaim). A arquidiocese, guiada pelo cardeal Oswald Gracias, presidente da Conferência Episcopal Indiana (CBCI), imediatamente se mobilizou para lidar com a emergência.

Em 27 de março o purpurado, juntamente com outros líderes cristãos, enviou uma carta ao Primeiro Ministro Narendra Modi para anunciar que a Igreja colocava suas estruturas à disposição das autoridades sanitárias.

A Igreja local está comprometida em ajudar principalmente os mais necessitados e, em particular, os imigrantes de outros Estados indianos que ficaram retidos em Mumbai e os desempregados, após a quarentena decretada pelo governo em 24 de março.

Todas as 124 paróquias da arquidiocese se organizaram para levar comida para as pessoas em dificuldade em seu território, o que permite que cerca de 7.000 pessoas recebam duas refeições por dia, disse à Agência Uca News o porta-voz da arquidiocese, padre Nigel Barrett. Além disso, três estruturas católicas na capital acolhem cerca de 200 migrantes.

Em 2 de abril, o cardeal Gracias participou de uma videoconferência convocada por Modi, precisamente para discutir a situação dessas pessoas. Logo após, o cardeal conversou com a administração local para coordenar a ajuda e criou uma unidade de crise para lidar com essa emergência, acrescentou o padre Barrett.

A arquidiocese lançou então um programa de apoio às populações tribais e aos diaristas nos Distritos de Raigad, Thane e Mumbai, num total de 5.000 famílias e 100.000 pessoas. A distribuição de alimentos é dificultada devido ao risco de contágio, mas isso não impede a ajuda, explicou o porta-voz da arquidiocese: "Esta batalha não é fácil, mas unidos e armados com a nossa fé, venceremos".

 

Fonte: Vatican News

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