12/10/2022 às 12h58 - atualizada em 12/10/2022 às 13h11
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Ascom
Oeiras / PI
Ela é feita de barro, tem 36 centímetros de altura e pesa 2,50 kg. Mas, não se engane: essa frágil estátua de Nossa Senhora da Conceição Aparecida tem uma força excepcional. Todos os anos, ela recebe uma média de 12 milhões de visitantes em sua casa, o maior santuário mariano do mundo, a 180 quilômetros de São Paulo (SP).
"Aparecida conquistou o Brasil antes mesmo de existir em nosso país um hino (1822) ou uma bandeira nacional (1889). A santinha, encontrada por três pescadores no Rio Paraíba do Sul em 1717, foi o primeiro símbolo realmente brasileiro e de alcance nacional", afirma o jornalista Rodrigo Alvarez, autor de Milagres - Histórias Reais sobre Acontecimentos Extraordinários Atribuídos à Intervenção de Nossa Senhora Aparecida (Record), o segundo volume dedicado à padroeira do Brasil.
Se a capela original, inaugurada em 1745, tinha 32 palmos de largura por 76 de comprimento (cerca de sete metros por 16), a basílica hoje ocupa uma área de 72 mil m². É no interior dela que está a principal atração do santuário: a imagem de Nossa Senhora da Conceição Aparecida, com seu manto azul e sua coroa de ouro - esta, doada pela princesa Isabel, em 1884.
Um dos pontos mais visitados do santuário é a sala das promessas. Lá, romeiros do Brasil inteiro podem deixar fotos e objetos em retribuição a graças alcançadas. Todos os meses, cerca de 18,5 mil itens são doados - de vestido de noiva a foto de miss, passando por caixote de engraxate, placa de carro, luva de boxe e máquina de costura.
Mas, nem só de milagre e devoção é feita a história de Aparecida. O capítulo mais triste foi escrito no dia 16 de maio de 1978, quando Rogério Marcos de Oliveira, de 19 anos, tirou proveito de uma repentina queda de luz para tentar roubar a imagem. O sujeito correu até o nicho, bateu com força no vidro e, depois de quebrá-lo, fugiu em disparada. Perseguido pelos fiéis, deixou a imagem cair no chão.
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Na mesma hora, Rogério foi mandado para a prisão e a Aparecida, para o Museu de Arte de São Paulo (Masp). "Mais do que restaurar a imagem, tive que reconstituí-la", conta a artista plástica Maria Helena Chartuni, de 75 anos, que ajudou a dar um final feliz à história que já dura 300 anos.
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FONTE: Por BBC
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